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Por que um bom detalhamento de drenagem é essencial nas pistas — e por que o arquiteto precisa sair do escritório para aprender na prática

  • Foto do escritor: arquitetodecavalos
    arquitetodecavalos
  • 16 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

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Quem trabalha com cavalos e esportes equestres sabe que pista não é só chão plano. O piso é a base de tudo — para o desempenho, para a segurança e para a saúde dos cavalos. E dentro desse cenário, a drenagem é o detalhe que faz toda a diferença.

Não basta pensar só em projeto bonito ou medida padrão. Um projeto de drenagem bem feito significa evitar poças, barro excessivo, acúmulo de umidade e desgaste precoce do piso. Água mal drenada não só compromete a performance dos animais, como pode gerar lesões e até acidentes.


Aqui está o ponto: para planejar uma drenagem eficiente, o arquiteto não pode ficar só atrás da mesa de desenho. É preciso sair, olhar terrenos, sentir a topografia, entender onde a água vai, como ela se comporta em diferentes épocas do ano. Tem que mexer na terra, acompanhar obras, conversar com engenheiros, aprender na prática.



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O detalhamento da drenagem é complexo — envolve conhecimento do solo, inclinações, materiais permeáveis, canais, tubos, sistemas de captação e escoamento. Só o projeto teórico não resolve. O arquiteto que se limita ao escritório corre o risco de entregar algo que não funciona de verdade no campo.


Quem quer ser referência na arquitetura equestre precisa abraçar essa parte do processo. Aprender a dimensionar valetas, prever pontos de concentração de água, calcular declives reais e criar soluções que durem no tempo.


No fim, o que diferencia um projeto amador de um projeto profissional é esse olhar atento para o detalhe, aliado à experiência prática. É isso que garante pista segura, funcional e que respeita o cavalo.


Na nossa trajetória, a gente não ficou esperando o conhecimento chegar pronto na prancheta. A gente foi atrás. Viajamos com equipes, com parceiros, com amigos. Estivemos presentes em provas, em pistas, no calor da rotina equestre. Vimos o que funciona, o que falha, o que exige manutenção e o que simplesmente não aguenta o tranco.


A gente vive isso como estilo de vida. Acordar cedo, carregar sela, acompanhar aquecimento, enfrentar lama, poeira, sol e chuva. Tudo isso faz parte do processo e entender, de verdade, o que um espaço equestre precisa. E é dessa vivência que nascem os melhores projetos.

Por isso, quando detalhamos uma drenagem de pista, não é teoria. É experiência traduzida em técnica. É projeto com fundamento, que respeita o cavalo e a realidade de quem trabalha com ele todo dia.


Então, fica o convite: saia da zona de conforto, coloque a mão na massa, estude terreno, participe da obra e faça desse processo um aprendizado constante. A arquitetura equestre não é só desenho, é vida real.

 
 
 

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